Desculpem, mas esse post vai ter que ser em português claro. Tem algo mais deprimente do que um mau perdedor? O malabarismo retórico-editorial a que a Folha recorreu hoje para esconder que não é mais o maior jornal do país há DOIS ANOS é de rir. Ou de chorar, você escolhe. Vamos aos fatos: o IVC (Instituto Verificador de Circulação), entidade respeitada por toda mídia nacional como idônea e correta para atestar a tiragem de jornais e revistas, acabou de fechar o levantamento de 2011. E, a exemplo do que ocorreu em 2010 e nós noticiamos à época, o maior jornal do país (ou seja, o que tem maior tiragem e vende mais) é o mineiro Super Notícia, voltado para a classe C. Em 2011 o diário mineiro vendeu, em média, 3 mil exemplares a mais por dia do que a Folha.
Na sua edição de hoje o diário dos Frias dá o truque e diz que está na liderança nacional “somando-se as tiragens impressa e assinaturas digitais”. No quadro que acompanha a reportagem (sic), mostra até a circulação no interior do Estado, mas omite o principal dado do IVC, a circulação no país todo. Tem mais: apesar o curioso destaque para a circulação no interior paulista nos gráficos na Folha de hoje, não há nada sobre a capital. E sabe por que? Conforme o IVC informa e o Estadão noticia, a Folha tá tomando um baile na cidade de São Paulo. “Na capital, a circulação do Estado foi 55% maior do que a da Folha de S. Paulo no período. Em todo o território paulista, a circulação do Estado atingiu 232.728 exemplares no último mês de 2011, expansão de 3% sobre dezembro de 2010. Na mesma comparação, a Folha de S. Paulo registrou queda de 2%, com média de 204.589 jornais em circulação por dia”, informa o Estadão.
Para ficar ainda mais claro o patético questionável esforço da Folha para seguir dizendo que é líder, reproduzo trecho da reportagem de hoje: “Quando incluídos os jornais populares, o Super Notícia, tabloide de R$ 0,25 de Belo Horizonte, registra 300 mil exemplares na média do ano, 3.000 à frente da Folha, que tem preço de capa de R$ 3 (R$ 5 aos domingos). “Ao contrário dos jornais populares, que nos últimos anos experimentam forte crescimento no Brasil, o segmento de jornais ‘premium’ já é um mercado consolidado”, diz Murilo Bussab, diretor-executivo de circulação e marketing do Grupo Folha.”.
Opa, calma aí seu Bussab! Compreendo que faça parte do seu trabalho torturar os números para manter a (suposta) moral da Folha com as agências de publicidade, mas vamos colocar uns pingos nos iS: segundo a revista Quatro Rodas, o carro mais vendido do Brasil em 2011 foi o Gol, um automóvel popular e bem mais barato do que o primeiro “premium” que aparece na lista geral, o Toyota Corolla. Ou seja, se a Toyota fosse agir como a Folha, poderia dizer que tem o carro mais vendido no Brasil, “já que os populares não contam” (argumento implícito do jornal). Mas o máximo que a Toyota pode fazer é dizer que tem o carro mais vendido em sua categoria. Da mesma forma que o que a Folha apenas pode dizer que ainda é o jornal mais vendido em sua categoria –apesar de já ter perdido a liderança na capital pro Estadão e estar encolhendo ano após ano. Não tem como esconder a verdade: pelo segundo ano seguido, o maior jornal do país NÃO É A FOLHA. É o Super Notícias. Parabéns, mineirada.




[...] the Bocchini brothers are giving publicity to their cause, raising support and, where possible, picking on [pt] the newspaper using humor, as is characteristic of the pair. According to Bocchini brothers, [...]
A grande mídia não se toca,se tanta gente reclama deles, alguma coisa não tá certo.
O Estadão é líder na capital,interior e litoral do estado de SP e ponto final.Inclusive em Santos vende mais que A Tribuna(do grupo afiliado a Rede Globo)e a própria Folha.Fiz um post sobre isso e citei vocês http://blogmidiabr.blogspot.com/2012/02/folha-de-sao-paulo-mente-mais-uma.html
É triste ver como muitos preferem omitir a verdade para obter um falso status…
[...] professor Chico Bicudo e o jornalista Lino Bocchini do blog Desculpe a Nossa Falha comentam sobre o fato do jornal Folha de São Paulo ainda declarar ser o mais vendido do país, [...]
[...] Chico Bicudo [pt] και Lino Bocchini (blog Desculpe a Nossa Falha [pt]) σχολιάζουν το γεγονός ότι η εφημερίδα Folha του Σάο [...]
[...] Chico Bicudo [pt] and journalist Lino Bocchini from the blog Desculpe a Nossa Falha [pt] comment on the fact that the newspaper Folha de São Paulo still declares itself as the number [...]
[...] que eu encontro no twitter link pro blog do Lino Bocchini, aquele terrorista difamador de jornal impresso, falando do rebolê de [...]
Esqueci de dizer o link: http://www.oblogdochico.blogspot.com.
Li um texto parecido com esse – com essa mesma temática – hoje de manhã no Blog do Chico… Acho que o assunto está mesmo em evidência né? É uma blogagem coletiva?
Milhares nao digo e nao duvido da lideranca do Estadao. Mas acho os numeros inflados tambem. A folha tbm me ligou em dezembro, mas tinha que dar o número da conta pra receber. Já Veja e Estado me mandam mesmo eu falando que eu NÃO quero. Se fosse pra vender assinatura eles ao menos anotariam meu nome pra me fazer uma oferta. Eles apenas jogam exemplares no meu quintal.
Eva, a Folha (E Veja e tantas outras) usam desse mesmo expediente. Acho pouco provável o Estadão estar distribuindo dezenas de milhares de exemplares de gaça só pra inflar o IVC… acredito que sejam mais casos esporádicos, como o seu. Até porque um dos maiores custos de um jornal impresso (ou o maior) é justamente o papel…
Abs, Lino
Só um detalhe, no ultimo mês de 2011 o Estadão fez uma promoção grátis mesmo a gente não tendo aceitado fornecer número de cartão, conta bancaria etc. Na verdade pedimos para NÃO enviarem, já que íamos viajar. Na volta, a surpresa na porta: 20 edições não-solicitadas do Estadão. Vai saber quantos desses exemplares sao de leitores mesmo.
É o começo do fim