Darth Otavinho

Posts Tagged ‘liberdade de imprensa’

8 março 2011

FLAGRA!! Otavinho Vader e seu garoto de ouro Serginho "Freedom of Speech" Dávila caíram na folia pra comemorar a volta ao topo!

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Vai, Super Notícia!!

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No fechamento de 2010, não teve pra ninguém: O tablóide Super Notícia, de BeloHorizonte, reinou como a maior circulação do país e derrubou uma liderança de 24 ANOS do jornalão da família Frias. Mas agora o IVC (Instituto Verificador de Circulação) trouxe a grande notícia: no fechamento de janeiro a Folha passou o Super Notícia (por pouco, mas passou). Êba! Finalmente voltamos a ser processados pelo maior jornal do país!!! Estava chato ficar falando que estávamos sendo processados pelo “segundo”, era muita falta de glamour.

É de morrer de rir curioso acompanhar a disputa da Folha, o mais humilde dos jornais brasileiros, contra um bem-humorado jornal popular que chegou às bancas hoje com a capa ao lado.

PS: Maldito governo Lula! Se não bastasse comprar iogurte e coxão mole, agora o povão compra jornal!!!

6 março 2011

A última edição paulistana, que veio com uma capa quase idêntica à carioca (o que era comum) e nenhum aviso sobre o fechamento do jornal

Circulou sexta-feira agora, 5 de março, a última edição da versão paulistana do jornal Meia Hora (ao lado, a última capa), que durou apenas oito meses. Não dá pra  deixar passar em branco. Poucas semanas após a morte do genial Notícias Populares completar 10 anos, São Paulo perde o tablóide que vinha se firmando como seu mais legítimo herdeiro. E, pelo jeito, o motivo do fim foi o mesmo: não dava lucro “suficiente”, então o dono da empresa fecha e pronto –Família Frias, no caso do NP, e grupo Ejesa, o mesmo de O Dia, no caso do Meia SP. Enfim, foi triste, mas nem tudo está perdido. O Meia Hora principal segue nas bancas do Rio e, como vende bem, não deve sumir tão logo. E outros tablóides populares que seguem na mesma linha do antigo NP (sexo, violência, futebol, serviço e promoções) não param de pipocar por aí. É o caso do mineiro Super Notícia, que por alguns meses de 2010 foi o jornal mais vendido do país.

Um reparo ao homenageado: o jornal transborda incorreção política, um dos segredos do sucesso do jornalismo popular, o que é ótimo. Mas às vezes o Meia exagera na glorificação da violência policial, coisa que o NP não fazia. Enfim, chega de blá-blá-blá e vamos ao que interessa, algumas capas das versões de SP (que ainda estava longe do patamar do original mas vinha bem), e do Rio:

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A mais clássica das clássicas capas do MH

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Outra boa capa da edição SP

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Essa capa paulistana vale pela chamadinha do bacalhau

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AGORA SÓ CAPAS CARIOCAS

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USO INDEVIDO DA MARCA?

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No site do Meia-hora, que está nos nossos favoritos, você vê as capas diariamente.

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QUAL SUA PREFERIDA? DIZ AÍ NOS COMENTÁRIOS!

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27 fevereiro 2011

Como eu não tive saco de ler os dois cadernos especiais inteiros da Folha sobre seus 90 anos, não tinha visto isso, mas alguns leitores me avisaram e merecia o registro positivo (sério!) para o jornal que, finalmente, admitiu que apoiou a ditadura militar, inclusive com recursos materiais, por vários anos. Claro que não foi assim uma mea culpa gigante e detalhado e a admissão chega quase meio século atrasada, mas já é alguma coisa. Leia o que foi publicado após a imagem abaixo.

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Carro que o jornal cedia para o uso da repressão militar e que acabou incendiado por militantes de esquerda (essa foto não saiu na Folha)

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A Folha apoiou o golpe militar de 1964, como praticamente toda a grande imprensa brasileira. Não participou da conspiração contra o presidente João Goulart, como fez o “Estado”, mas apoiou editorialmente a ditadura, limitando-se a veicular críticas raras e pontuais.

(…) O jornal submeteu-se à censura, acatando as proibições, ao contrário do que fizeram o “Estado”, a revista “Veja” e o carioca “Jornal do Brasil”, que não aceitaram a imposição e enfrentaram a censura prévia, denunciando com artifícios editoriais a ação dos censores.

(…) A partir de 1969, a “Folha da Tarde” alinhou-se ao esquema de repressão à luta armada, publicando manchetes que exaltavam as operações militares.

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Protesto na porta da empresa quando o jornal classificou em editorial o regime brasileiro de "Ditabranda"

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Confira a íntegra do que o jornal publicou no caderno especial no item 4, “O papel na ditadura”.

E aqui o texto comentado por gente que trabalhou lá na época.

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Primeira página, digamos, comprometedora

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Diz o lide do texto da manchete acima (aqui essa primeira página ampliada): A disposição de São Paulo e dos brasileiros de todos os recantos da pátria para defender a Constituição e os princípios democráticos, dentro do mesmo espírito que ditou a revolução de 1932, originou ontem o maior movimento cívico já observado em nosso Estado: a “Marcha da Família com Deus, pela Liberdade”.

Obs: Otávio Frias de Oliveira, pai de Otavinho e Luis Frias, hoje os donos do Grupo Folha, foi combatente voluntário na chamada revolução de 1932, que tentou derrubar o governo de Getúlio Vargas. Talvez daí a menção ao movimento no texto acima (Otávio Pai era então o diretor do jornal).

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A Folha da Tarde, do mesmo Grupo Folha, era ainda pior. Aqui a primeira página do jornal quando os militares assassinaram Bacuri, talvez o caso mais horroroso de tortura no Brasil

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Desculpem a leve cagação de regra, mas por essas e por outras, os jornais têm que ser usado com muito cuidado e de forma absolutamente crítica na hora de contar a história de um país…

22 fevereiro 2011

Chega. Não aguento mais ouvir as pessoas falarem que a culpa é de São Pedro, que nunca choveu tanto, que choveu X% do previsto pro mês tal em tantas horas… É TUDO BALELA. Chove pacaralho todo verão aqui em São Paulo desde quando essa região era habitada só pelos índios anhangabaús e tamanduateís. Então vamos falar umas verdades, mas só algumas, porque tem muito mais:

Não tem desculpa pra metade dos faróis da cidade estarem queimados // Não tem desculpa pros bueiros estarem todos entupidos em pleno verão // Não tem desculpa pra não contratar equipes extras já que orçamento de São Paulo hoje é o triplo do que era no governo Marta // Não tem desculpa pra não ter resolvidos pontos de alagamentos clássicos como o final da av. Pompéia, o parque da Aclimação e tantos outros // Não tem desculpa pra gastar bilhões pra aumentar a área de cimento e asfalto do lado do Tietê, com a tal “nova marginal”, e agora o rio voltar a transbordar// Não tem desculpa se você está no governo do Estado há duas décadas // Não tem desculpa se foi você que deixou de “presente” pra cidade o pior prefeito de sua história. NÃO TEM DESCULPA! CHEGA!

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KASSAB, PEDE PRA SAIR! SERRA, NÃO PEDE PRA VOLTAR!

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O curioso é que o cara da foto é o louquinho tradicional do parque, tá todo dia lá cantando, alheio ao mundo. Enfim, só sendo meio pancada pra ir na enxurrada Serra-kassabiana

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Por favor sigam a dica do prefeito

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Essa é a minha rua. Esse rio é o transbordamento de ontem do lago do parque da Aclimação, o segundo em seis dias

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Apê com vista pra incompetência Serra-kassabiana: seta à direita mostra o lago do parque da Aclimação, a da esquerda, a mancha de água marrom onde já teve um belo campo de futebol, agora destruído; oculto pelos telhados, está o rio que aparece na foto anterior

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São Pedro: "por favor me incluam fora dessa"

19 fevereiro 2011

No dia em que completamos 142 dis sob censura, Otavinho & Cia comemoram 9o anos de empresa. O sábado está ensolarado, então nada de grandes artigos, mas vale pontuar umas coisinhas:

1. Por que o jornal continua se intitulando “o maior do país” se o IVC já atestou que a Folha perdeu o posto? Amanhã vai ter Erramos?

2. Obrigado pela capa cafona no último linda do caderno especial. (abaixo)

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Que sacada! Que puta produção!

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3. Nos cadernos “especiais” tá cheio de menção à Folha ser a primeira disso, a primeira daquilo… enfim, fica claro que o céu e a terra não estariam aqui senão fosse pela família Frias. De nossa parte ficamos felizes por termos sido parte de outro pioneirismo do jornal: o primeiro processo de censura de um gigante de mídia brasileiro contra um blog independente. Com a cereja do bolo deles estarem querendo nos arrancar dinheiro por danos morais por conta de uma paródia.

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4. Talvez o melhor do caderno dos 90 anos sejam os anúncios puxando o saco do jornal. A prática é comum no mercado, e rende bobagens ótimas como essa:

Publicitários são JÊnios da raça!

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Falando sério: nossa crítica à Folha sempre foi política (e agora jurídica), mas sabemos que tem muita gente boa lá na Barão de Limeira, como Marlene e Mônica Bergamo, André Caramante, Laura Capriglione, Ricardo Feltrin, João Wainer, os grandes amigos do Agora SP e tantos outros que não vem ao caso nominar. E tem coisas de que gostamos no jornal, de verdade. O time de cartunistas é o campeão do Brasil desde sempre, a melhor coisa do jornal, com léguas de vantagem sobre qualquer outra; os horários de cinema, quando corretos, também são bastate úteis, e o sudoku é ótimo.

Mas, como diz o ditado, “o diabo mora nos detalhes” (e não só neles, no caso da Folha). É no Painel do Leitor de hoje da Folha que todo apartidarismo e independência do jornal se mostram com esplendor. São 8 cartas parabenizando a empresa pelos 90 anos: um leitor comum, o presidente da Associação Brasileira de Imprensa, o presidente da “CDI Comunicação Corporativa”, o presidente de uma entidade de construtoras, a empresária Cosette Alves, um secretário estadual do PSDB paulista, o presidente da Monsanto do Brasil e Lázaro Brandão, dono do Bradesco.

E, na última página do caderno especial, o seguinte anúncio:

Apartidarismo é isso aí

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PARABÉNS FOLHA, VOCÊ NUNCA NOS DECEPCIONA!

UM ABRAÇO POR TRÁS DO PESSOAL DA FALHA PELOS 90 ANOS DO 2º MAIOR JORNAL DO PAÍS!

11 fevereiro 2011

Assim como fez o almofadinha-mór editor-executivo da Folha, Celso Mim, homem honrado, também nos condena por capitalizar em cima da Folha.

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Já viu o primeiro depoimento de Celso Mim, gravado assim que saiu a censura?

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Fernando Barros e Silva, colunista da Folha (a com “o”) também é fã de Celso Mim.

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"Tratar o humor como ilícito, no fim das contas, é a mesma coisa que censura"

Tais Gasparian, advogada da Folha que assina o processo de censura à Falha, sobre a ação que a atriz Juliana Paes moveu contra José Simão em 2009. Dois pesos, duas medidas...

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