Darth Otavinho
30 janeiro 2012

Estudante “colocada” na foto não mora no Crusp (outro erro do colunista) e, classificada de “burguesota” por Azevedo, é moradora de Guaianases

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Por Lino Bocchini
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Arielli e Matarazzo batem boca na foto da Agência Estado que foi parar na capa do jornal de domingo

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A cena do secretário estadual de Cultura e pré-candidato a prefeito do PSDB Andrea Matarazzo com o dedo na cara de uma manifestante foi pras homes dos principais portais de notícias do país no sábado à tarde, logo após a inauguração parcial da nova sede do MAC, no prédio do antigo Detran, em São Paulo. No domingo, a foto de autoria de Paulo Liebert, reproduzida acima, estava na capa da edição impressa do Estadão. No mesmo dia, a revista Veja, através de seu colunista Reinaldo Azevedo, revelava a suposta identidade da manifestante: “Quem é aquela mulher (…) cordata, suave, pronta para o diálogo? (…) É Rafaela Martinelli, aluna da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP e moradora do Crusp. É publicidade que ela queria, não? Aqui está”. Acontece que a estudante em questão não é Rafaela. A revista Veja errou. Trata-se de Arielli Tavares Moreira, 22 anos, estudante do quinto ano do curso de letras da USP. E há mais incorreções. O colunista também chama os manifestantes de “burguesotes”. Arielli é de família classe média-baixa da pequena cidade de Tatuí. E Rafaela, exposta e atacada pela revista de maior circulação do Brasil sem sequer aparecer na foto, é moradora de Guaianases, zone leste paulistana –e não vive no Crusp, conforme disse Veja. Para completar, mais um erro: nem Rafaela nem Arielli são filiadas ao Partido dos Trabalhadores, acusação feita por Azevedo, Andrea Matarazzo e pelo vereador Floriano Pesaro. Pelo contrário, as meninas são críticas ao governo Dilma Roussef e ao PT. A seguir os principais trechos da conversa com Arielli (que está de fato na foto) e Rafaela (que Veja “colocou” na foto):
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ARIELLI, Você pode por gentileza descrever como foi aquele momento da discussão com Andrea Matarazzo?
No momento da foto estávamos cantando o refrão “Alckimin, seu matador! Assassinando o povo trabalhador!”. Isso tem sido cantado por ativistas do movimento social do país inteiro, que estão organizando atos exigindo que o PSDB pague pelo sofrimento que tem causado, como no caso do Pinheirinho. [O secretário] apontou o dedo pra mim e me chamou de “mal-educada”. De fato, para a ideologia burguesa, hipocrisia é sinônimo de educação, e dizer a verdade sem meia palavras não é de bom tom. Tomado pelo ímpeto professoral de quem insiste em dar “aulas de democracia”, ele continuou se aproximando e me chamando de mal-educada. Em seguida um de seus assessores conseguiu convencê-lo a entrar no carro, e ele foi embora.
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Ele diz que você cuspiu na cara dele, isso é verdade?
Não. Depois que a foto foi veiculada para todo canto, vi que ele me acusou de ter cuspido nele. Não me surpreende nada que uma pessoa que está de mãos dadas com a especulação imobiliária há tanto tempo tenha que inventar uma mentira dessas para justificar a postura truculenta. Afinal não pega bem uma foto com o dedo na cara de uma manifestante em ano de eleição. Andrea Matarazzo é filho da elite paulistana e tem uma história no PSDB. Ele é o responsável pela elaboração do projeto “Nova Luz”, que visa “revitalizar” o Centro à moda tucana, ou seja, expulsando e eliminando a população em situação de rua. Também foi ele quem assinou o projeto de calçada “anti-mendigo”.
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[Abaixo o vídeo do momento da discussão, em que se ouve que outra frase repetida diversas vezes pelo secretário: “Estraguem meu carro”, dita em tom desafiador]

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Por que você resolveu ir ao MAC?
Enquanto a elite paulistana finge ser educada inaugurando seus museus, sujam as mãos de sangue no massacre do Pinheirinho. A cada dia que passa se desfaz o mito de uma operação de desocupação pacífica. Há relatos de feridos e desaparecidos que ainda não localizados depois da ação da PM. Fui então na inauguração do MAC porque vi na internet que Alckmin e Rodas [João Grandino Rodas, reitor da USP] estariam lá. Fomos protestar contra a ação da PM na USP, na Cracolândia e no Pinheirinho. Tanto Rodas quanto Alckmin defendem um projeto de sociedade contrário ao meu e de centenas de ativistas do movimento social. E é contra esse projeto que precisamos lutar, não apenas dentro dos muros da universidade. Não me surpreende que ambos tenham mostrado o quanto são covardes ao não comparecer a inauguração.
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Arielli e o conde no Estadão de domingo

O que você achou de aparecer na capa de jornais e em grandes portais com o secretário?
A exposição assusta um pouco, mas não estou ali expondo apenas minha individualidade, o clique registra não apenas a minha indignação, mas a de minha geração, junto comigo tinham vários estudantes, poderiam ter fotografado qualquer um de nós. A repercussão está relacionada também ao fato de que as pessoas estão tomando conhecimento do que aconteceu no Pinheirinho e está ficando difícil para mídia esconder os fatos, como faz normalmente.
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O que você diria às pessoas que afirmam que todo estudante da USP é maconheiro e vagabundo?
Na minha opinião ser estudante de uma universidade pública é mais do que assistir as aulas e conseguir um diploma. Temos a responsabilidade de ter uma visão crítica sobre o que acontece ao nosso redor. Quando a mídia tenta colocar rótulos sobre os estudantes ela não está fazendo nada além de reduzir a opinião das pessoas, com o objetivo de impedir que elas se expressem. Não é à toa que nunca vimos uma entrevista completa de um estudante sobre uma pauta do movimento social veiculada pela grande mídia.
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O que você acha do Reinado Azevedo? E da mídia convencional em geral?
Infelizmente Reinaldo Azevedo não tem sua licença de jornalista cassada, então segue cumprindo um desfavor para a comunicação, sem qualquer tipo de compromisso ético. Ao invés de argumentar sobre a nossa atitude, reduziu o protesto a mim e tentou me desmoralizar com fotos e piadinhas de mau gosto. O mais preocupante é vê-lo incitando a violência contra os manifestantes e apoiando a atitude truculenta do secretário, fazendo coro com o fascismo e com o nazismo. Vendo o que significam esses momentos na história do mundo acredito que não se deve incitar esse tipo de ação como esse “jornalista” faz usualmente.
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O vereador Floriano Pesaro, que estava ao lado de Andrea, classificou vocês de “pseudo-manifestantes” e “nazipetistas”. O que você acha disso?
Se fôssemos inocentes diríamos que o vereador está mal informado. Mas, sabendo de quem se trata, diria que ele tenta fazer as pessoas acreditarem que estamos fazendo isso porque é ano de eleição. Minha militância é ativa independente desses períodos. Sou militante do PSTU e milito contra as injustiças sociais que estes senhores seguem perpetuando. Mas é claro que eles não podem compreender o que isso significa. Para eles a situação dos trabalhadores brasileiros que passam fome e não tem onde morar não passam de números em seus relatórios.
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Você é filiada ao PT? O que você acha do Partidos dos Trabalhadores, de Lula e de Dilma?
Assim como Lula, a Presidente Dilma tem a confiança da maioria dos trabalhadores do país e tem o poder do Estado. Se ela quiser pode resolver a vida de todos os moradores do Pinheirinho desapropriando o terreno e o transformando em área de interesse social. Não é possível que ela se omita enquanto um massacre segue acontecendo. Quem de fato está ao lado dos trabalhadores não pode ficar apenas na torcida.
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O que você acha dessa história de “acusarem” de petistas todos os que criticam Alckmin ou Kassab? Só petistas ou filiados a outros partidos de esquerda desaprovam o governo e protestam contra eles?
É claro que não. Eles fazem essas acusações rasas –para dizer o mínimo– para perpetuar a visão maniqueísta deles. Essa polarização entre o PT e o PSDB é falsa. As pessoas se mobilizam quando as contradições entre a vida e nossa consciência se tornam tão agudas que se torna impossível suportar calado, e isso não depende de nenhum partido ou tampouco de quantos livros marxistas você leu na vida.
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A estudante no centro paulistano, em foto de seu Facebook

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Por fim, Reinaldo Azevedo chamou-a de “burguesote”. Você é de família rica?
Durante o ato alguns dos presentes também nos acusaram de “burguesinhos” ou “filhinhos de papai”. Eu sou de uma família de classe média baixa do interior (Tatuí-SP), e acredito que não importa da onde você veio, mas sim ao lado de quem você quer estar.
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AGORA FALA RAFAELA MARTINELLI, TAMBÉM ESTUDANTE DE LETRAS DA USP, E QUE FOI “COLOCADA” NA FOTO POR VEJA

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RAFAELA, o que você achou de ser identificada erroneamente como a “garota da foto” Por Reinaldo Azevedo no site da Veja?
Eu não tenho paciência pro jornalismo de quinta categoria da Veja. Eles não fazem nem questão de disfarçar a parcialidade deles. Como um texto tão chulo –independente da posição que defenda– pode ser considerado jornalismo? É nojento.
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Você estava no protesto do MAC? Se sim, por favor fale um pouco como foi lá.
Sim. Quando vi que teríamos em SP um evento que juntaria Matarazzo, Alckmin e Rodas no mesmo lugar pensei que não poderíamos deixar passar. Aí criei um evento no Facebook. Não imaginava que daria certo, mas felizmente deu. O governador não apareceu, e aí já temos um problema: um governador que esconde a cara da população não é digno de confiança nenhuma. E não tinha motivo pra se esconder. Ninguém lá, além da PM, estava armado ou coisa parecida. O reitor da USP viu os manifestantes de dentro do carro e foi embora. Ainda lá no evento conseguimos cercar o Maluf e o Matarazzo. Fizemos algumas perguntas desconfortáveis pro Maluf até que ele foi embora. Depois fizemos o mesmo com o Matarazzo, mas ele e os homens que o acompanhavam foram bem mais agressivos. Um dos manifestantes revidou e foi imobilizado pela PM. O que eu achava mais bizarro é que esses engravatados é que vinham pra cima dos manifestantes e era a nós que a polícia repreendia. É só olhar as fotos! Tem um homem de camisa rosa que aparece em várias delas, claramente exaltado, que veio pra cima de vários de nós. Eu tentei impedi-lo de bater num manifestante e tomei um soco no braço e um empurrão. A maior agressão que partiu dos manifestantes foi uma ovada e, francamente, diante de toda a repressão policial que temos presenciado ultimamente, chamar uma ovada de “violência” é risível.
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[Abaixo o vídeo do rapaz de camisa rosa que estava com Andrea Matarzzo e o vereador Floriano Pesaro e partiu pra cima dos manifestantes]

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O que você diria às pessoas que pensam que todo estudante da USP é maconheiro e vagabundo?
Infelizmente essa é uma reação normal. As pessoas falam que há certas formas de manifestação que não são corretas. Concordo, mas em 2009 na USP atiramos flores nos policiais e fomos chamados de vândalos. Acho que chegamos ao ponto crítico em que qualquer movimento mínimo que ouse nos tirar da “normalidade” será chamado de vandalismo. Depois da manifestação, uma senhora me abordou e disse que deveríamos estar protestando contra a corrupção. Disse a ela que demonstrar repúdio a um governo que subsidia canalhas como o Naji Nahas e o João Grandino Rodas é uma forma muito concreta de se manifestar contra a corrupção, que não adianta achar que “corrupção” é só uma questão de caráter: há um sistema por trás. Batemos um papo lá e ela até apertou minha mão depois. Quer dizer, no fim das contas, acho que o caminho é esse: tirar as pessoas da zona de conforto, do diletantismo e da indignação inócua e fazê-las tomar um posicionamento. Para isso servem as manifestações.
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O vereador Floriano Pesaro, que estava ao lado de Andrea, chamou vocês de “pseudo-manifestantes” e “nazipetistas”. O que você acha disso?
Qual é o critério para se definir quem são “pseudo-manifestantes” ou manifestantes “de verdade”? E nazista pra mim é quem promove políticas de extermínio como no Pinheirinho e na Cracolândia.
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Você é filiada ao PT?

Não sou filiada a nenhum partido.
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Reinaldo disse que você é da comunidade Marxismo e PT, isso é verdade? Você está em alguma comunidade do tipo no Facebook?
Eu sigo no Facebook uma corrente do PT que se chama “Esquerda Marxista”, assim como também sigo muitos outros partidos, correntes e movimentos sociais.
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O que você acha desa história de “acusarem” de petistas todos os que criticam Alckmin ou Kassab? Você acredita que só petistas desaprovam e protestam contra eles?
O PT é a maior oposição ao PSDB na grande política, então é natural que associem qualquer tipo de oposição ao PT. Mas acreditar nisso é um tanto absurdo…

25 Comentários

  1. […] Por Lino Bocchini, no blog Desculpe a nossa Falha: […]

  2. Fernando
    30/01/2014

    Reinaldo Azevedo vai pro colo do capeta!

  3. Alex
    13/02/2012

    O q desanima é q a grande massa de manobra continuará a eleger as Dilmas/MICHEL TEMERS, Alckmins/Kassabs, Lulas/Sarneys, Tiriricas/Clodovils…

    Ou alguem realmente acredita q não houve chacina no Carandiru, mensalão com o Lula sabendo de tudo…

    O q realmente falta para nós e simplesmente entender q estamos nas mãos de bandos de criminosos em todas as esferas do governo, travestidos de partidos politicos sérios e comprometidos…

    Posso dizer com conhecimento de causa, o Sistema é FODA, e se não for PSDB, PSD, PT, PMDB ou algum P que tenha algum poder na mão e ficar fazendo muito “barulho” vc “some”…

  4. Nelson Barbosa
    01/02/2012

    Prezados,

    Nós das associações Santa Cecília Viva e Campos Elíseos estamos protestando contra a falta de políticas públicas do governo do Estado e da Prefeitura para enfrentar efetivamente o problema do crack em nosso distrito.
    Denunciamos a ação truculenta da polícia e exigimos que o poder público crie projetos reais e integrados entre saúde, assistência social, habitação e trabalho para atacar o grave problema das cracolândias em nossos bairros, estimulando ainda mais o crime da especulação imobiliária em SP.

    Pedimos a sua colaboração para divulgação de nossa carta aberta.
    Colocamo-nos à sua disposição para maiores informações
    Nelson Barbosa, tel. 95263656 / nelsonlb@uol.com.br

    Segue texto da CARTA ABERTA À POPULAÇÃO DE SÃO PAULO

    CARTA ABERTA À POPULAÇÃO DE SÃO PAULO
    SANTA CECÍLIA E CAMPOS ELÍSEOS EXIGEM RESPEITO!
    As comunidades de Santa Cecília e Campos Elíseos, por meio de suas Associação Santa Cecília Viva e Associação de Moradores e Comerciantes de Campos Elíseos, reiterando protesto em carta aberta de julho de 2009, vêm publicamente protestar junto à Prefeitura de São Paulo e o Governo do Estado de São Paulo quanto ao modo como vêm irresponsavelmente tratando o grave problema do crack na cidade de São Paulo, oportunizando a criação e colaborando com o estabelecimento de novas e muitas cracolândias pelas ruas de nossos bairros.
    É preciso deixar claro que reconhecemos a necessidade de intervenções policiais que, por meio de inteligência, combatam o alto tráfico na região, mas jamais seremos favoráveis e repudiamos ações truculentas e violentas das polícias militar e civil como lamentavelmente vimos acontecer nos episódios mais recentes da chamada Operação Centro Legal, retomada agora no início de janeiro de 2012.
    Voltamos a reivindicar e exigir, como já o fizemos, sobretudo, uma ação efetivamente integrada que envolva setores da Saúde, da Assistência Social, Habitação, Trabalho, Legislativo, do Estado e do munícipio, envolvendo ainda o Ministério Público Estadual e Federal. Que seja uma ação verdadeiramente planejada por meio de Políticas Públicas necessárias, desenvolvidas para o acolhimento e o tratamento de pessoas em situação de rua e dependentes químicos.
    Assim, não aceitamos e denunciamos ações paliativas e eleitoreiras, como as farsas das Tendas da Smads, que, na falta de um projeto de enfrentamento do problema, tenta enganar a população de São Paulo com falácias, mentiras e omissões, contribuindo ainda mais para o agravamento dos problemas sociais, além de favorecer o tráfico de drogas nesses locais com o beneplácito do poder público constituído.
    É razoavelmente inteligível que ações policialescas que se esgotam em si mesmas, bem como ações “sociais” pífias e equivocadas não favorecem sequer o vínculo necessário para que o dependente químico aceite um tratamento, ainda que este lhe fosse de fato ofertado. Temos comprovado em nosso bairro que as “Tendas” da Smads, até por falta de equipe multiprofissional de saúde e assistência social, ou atuação profissional efetiva, não criam condições para que usuários de drogas possam sequer em algum momento conscientizar-se da necessidade de seu tratamento. Não há nenhuma possibilidade de vínculo com um “estabelecimento” que fecha suas portas às 22h, pondo na rua crianças, velhos e demais necessitados supostamente atendidos em suas dependências.
    Exigimos, portanto, respeito e responsabilidade do Poder Público para com todos os cidadãos, sobretudo aqueles que, por sua precariedade social, física e mental, vêm sendo utilizados como massa de manobra ou gado, tangido de um lugar para outro, com vistas à degradação orquestrada de áreas de nosso Distrito que só favorecerão a ação da especulação imobiliária que hoje lamentavelmente arbitra quanto aos desígnios políticos de nossa cidade.
    Não é com falácias, mentiras e golpes eleitoreiros que o problema do crack na cidade deve ser enfrentado. Exigimos que nossos governantes apresentem urgentemente um programa de saúde e assistência social que não se paute pela tortura e manipulação dos usuários de drogas, e que promova a inclusão e a dignidade humana de todos os necessitados que por infelicidade ocupam as ruas e se deixam escravizar pelo vício e seus inescrupulosos traficantes.

    São Paulo, janeiro de 2012

    Associação Santa Cecília Viva / Associação de Moradores e Comerciantes de Campos Elíseos

  5. 01/02/2012

    Mais uma da Veja!

    Estava em uma estação do metrô de São Paulo e ouvi a seguinte história: “Não, o Paulo Garcia (Filho do Dono da Kalunga) comprou uma matéria na Revista Veja, para prejudicar a eleição de Mário Gobbi no Corinthians, e sairá na edição deste Domingo dia 8 de fevereiro.

    Então é assim, se compra uma matéria contra alguém e é só pagar a Revista Veja que eles publicam?

    Vamos ver isso no próximo Domingo!

  6. 01/02/2012

    Esse Reinaldo Azevedo quando recebe grana faz e escreve qualquer coisa, o que esperar de um lixo como ele!

  7. Uma estudante da USP foi violentada por um PM fardado.

  8. LINO BOCHINNI,tem um video do LATUFF no YOU TUBE mostra como é o PARTIDO DA IMPRENSA GOLPISTA,gostaria que o senhor desse uma olhada.

  9. O PSDB já colocou a Polícia para espancar…a Polícia! Já lotou um ônibus com prisioneiros, alegando uma transferência, levou-os a uma estrada e fuzilou-os – uma homenagem dos tucanos a Hitler, sem dúvida.
    Quanto ao Rei do Esgoto, jamais ele se retratará das mentiras que escreve diariamente. Seria um trabalho de décadas. E ele não tem tempo: prepara-se para defender sua esposa na CPI da Privataria.

  10. Tomaz Teixeira
    31/01/2012

    O Reinaldo Azevedo é jornalista? Daqui a pouco vocês vão dizer que o Sarney é escritor, o Chalita é educador e o Rubens Ewald Filho entende de cinema.

  11. Rogério C
    31/01/2012

    ‘tem que ver isso aí, mas primeiro eu vou pra balada, se tiver tempo amanhã eu protesto’

  12. Alex Mamed
    31/01/2012

    Pau nos lombos desses desocupados! Ficam protestando por massacre que não ocorreu e por ação correta do estado e da polícia!

    Protestem mas não façam baderna. O que vocês chama de protesto descamba, invariavelmente, para agressão seja física ou verbal.

    Quero ver esses dois poços de beleza e simpatia daqui a alguns anos, quando tiverem que enfrentar a vida real e deixar de utopia!

  13. luiz
    30/01/2012

    Nunca se usou tanto a PM para reprimir manifestações e movimentos sociais quanto neste governo do PSDB, principalmente Serra e Alckimin. É de fazer invéja a qualquer ditadura. Impressionante,tudo aqui em SP é resolvido na base do tiro e do cacetéte.

  14. luiz
    30/01/2012

    Parabéns aos estudantes. Nota zéro para os jagunços e para o reinaldo da bosta da veja.

  15. Boca
    30/01/2012

    Querida Fatima a bizerra, não foi a Folha mas sim a FALHA !!! que conseguiu a entrevista.

  16. LINO,dê uma olhada nas caricaturas do CARLOS LATUFF sobre sobre a USP DE 2007 e de 2011.

  17. fatima a bizerra
    30/01/2012

    O imediatismo, a briga da mídia para chegar na frente, está deixando os meios de comunicaçao cada vez mais superficiais e duvidosos…
    Parabéns para a Folha pela entrevista com as garotas. A colocaçao de especulaçao imobiliaria e do Alckmim, Kassab em outros hipócritas dar protecionismo ao Naji Nahas, está mais do que óbvio o jogo de interesses e trocas de favores, só a mídia manipuladora das massas que não quere enxergar… Porque?…É medo de repreensão? Nota zero para revista veja , Governado e Prefeito de São Paulo.

  18. henrique cahref
    30/01/2012

    Realmente questionar e ter a liberdade de protestar são as “molas propulsoras” do desenvolvimento da sociedade. Eu tenho acompanhado, como todos, os recentes protestos contra a ação de desocupação de Pinheirinho, terreno de massa falida de empresa x que é a unica chance de algumas centenas de trabalhadores receberem sua indenização trabalhista depois anos na mingua(fato omitido por todos) e que somente por isso foi decretado pela Justiça(poder judiciario) sua reintegração de posse e só a PM poderia faze-lo… e o fez ! acho digno, neste caso questionar porque o governo do estado(PSDB) e federal(PT) nao consideraram uma ação conjunta de apoio social e articulação de moradia… foi uma falha sim e que fique de lição e não os deixemos esquecer… mas o que é justo é justo, não se pode defender que pessoas por infortúnios da vida se apossem de terreno(propriedade privada) deliberadamente ( a defesa da propriedade privada é fundamental para o funcionamento da democracia e do capitalista, fato ) especialmente em detrimento aos direitos trabalhistas de outrem.Notem que estamos falando de trabalhadores !
    Sobre a cracolandia e a tida “revitalização Tucana” da Luz é tambem, me descupem a honestidade, tendenciosa… por mais que exista la interesses politicos evidentes uma coisa não se pode negar… ninguem nunca fez nada para melhorar aquela região a nao ser nos ultimos anos.. e por que foi feito pelo PSDB, num mundo contemporaneo onde nao existem mais direta e esquerda política, onde tudo é “centro”, é duvidosa ou erronea? para mim erroneo é criticar sem considerar todos os fatos e não fazer nada alem disso… nunca vi protesto na regiao exiginddo solução para o problema de saude publica e segurança classicos da região, nunca vi ninguem fazer algo ou propor algo de significativo. O que quero dizer com tudo isso é que aparentemente é mais facil agitar como força do hábito do que pensar propriamente… afinal são contra se fazer alguma coisa para mudar este quadro doentio da Luz, um dos bairros mais importantes do ponto de vista histórico do País? Nao sou de partido algum, gosto de ser neutro e avaliar todos os lados e acho importante que tenha sido feito algo, por mais que nao perfeito, porque nenhuma politica ou politico o eh independente de partido ou corrente, foi uma ação e não mais uma omissão. Concluindo, protestar e reagir é importantissimo, mas pensar e agir são ainda mais. Quem nasceu primeiro…!?

  19. Airton
    30/01/2012

    Só uma pergunta: o rapaz que está com mochila nas costas ( tempo 00:46 )e que se apoia na porta do carro quando o Andréa tentar entrar no carro pela 1ª vez está fazendo o que ?
    Não estava hostilanzando o secretário , esperando que o agredisse ou forçasse a passagem para entrar no carro ?

  20. Júlia
    30/01/2012

    Muito bonito de ver como os jovens acreditam qeu uma mudança é possível, incrível também que esse partido, o PSTU, esteja tomando grades proporções. Se mostra muito comprometido com os menos favorecidos…

  21. Carolina
    30/01/2012

    Se a Veja e o Reinaldo Azevedo cobrissem in loco os acontecimentos na USP (é o que se esperaria, dado que se trata da maior universidade do país), não teriam confundido as moças, pois a Arielli fala em absolutamente todas as assembléias.
    A Abril fica a uma ponte da USP, se bobear eles vêem a USP da janela, mas não vão lá. É uma vergonha para o jornalismo brasileiro.
    E assim ficam a cobrir o assunto do alto de seus pontos de vista preconceituosos e reacionários, divertindo seu milhão de assinantes com os rótulos afetados que dão aos ativistas.
    Essa matéria ajuda a desmascará-los.

  22. Daniel
    30/01/2012

    Pena que esse comprometimento político acaba quando gente como essa assume o poder. O poder corrompe, infelizmente…

  23. Júlia Matias
    30/01/2012

    Ver o posicionamento e o comprometimento politico dessas jovens nos enche de esperança. Há luz no fim do túnel.

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