Darth Otavinho
22 maio 2011

* Obrigado a @torturra, @aleyoussef, @pdralex, @camilorocha, @pablocapile, @mirandakassin, @joaowainer, @blogdosakamoto, @arnaldobranco, @pittyleone e @hempadao.

A questão não é se fuma ou não, se é maconheiro, se Deus ou Buda permite, sei lá, toda essa discussão rasteira infernal. Não dá pra se discutir nada nesse país (e em nenhum outro) na base da porrada. E também não dá, é óbvio, pra se proibir a discussão. Ainda mais em torno de uma lei tão caduca que até uma pessoa que, digamos, foge do estereótipo de doidão como Fernando Henrique Cardoso,  aos 80 anos de idade, defende que a legislação sobre a cannabis seja revista. Do que eu estou falando? Da Marcha da Maconha, que aconteceu ontem (21/05) em São Paulo. Menos de 24 horas antes de seu começo ela foi proibida pela Justiça — o nobre magistrado entendeu que, se você quer discutir a lei, na verdade você faz apologia. A marcha estava pacífica. Mais: foi fechado um acordo com a polícia para que não fosse usada a palavra “maconha” e a passeata foi renomeada para passeata pela Liberdade de Expressão. “Eu estava lá quando esse acordo foi fechado, foi feita assembleia na frente de todo mundo. E tudo o que foi combinado com a polícia foi cumprido, mas de repente a Tropa de Choque chegou na avenida Paulista jogando bomba e gás lacrimogêneo”, conta à fAlha Alexandre Youssef, um dos amigos presente ao ato. “Não há justificativa alguma para o que a polícia fez. Não se pode impedir a discussão. Alguém tem que responder por isso”, comentou à fAlha o também amigo –e jornalista– Bruno Torturra, que por sinal fez um excelente relato do que aconteceu ontem. Também escreveram textos muito bons Pedro Alexandre Sanches e Camilo Rocha.

Como não estivemos por lá, tomamos a liberdade de reproduzir abaixo alguns dos tweets, vídeos e fotos de alguns amigos que foram lá e reportaram os abusos. Um último breve comentário: em abril agora, um ato a favor do Bolsonaro e contra os gays, com dezenas de neonazistas, contou com a presença de policiais para protegê-los. Foi no mesmo vão livre do Masp. Já o ato de ontem, pela liberdade de expressão, terminou com todo mundo tomando bala de borracha, gás lacrimogêneo e bomba na cabeça…

 

VÍDEO DA TV FOLHA (pautado e editado por @joaowainer):
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VÍDEO DO iG mostrando o momento do acordo, que a PM ignorou em seguida

 

Como se vê, era uma horda perigosa, que tinha que ser contida

 

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O Fabinho-Opus Dei aí é assessor pessoal do Alckmin...

 

Esqueceram de avisar o Alckmin...

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Antes da Tropa de choque chegar...

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Depois da tropa de choque chegar...

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Mais um flagra da horda de bárbaros que, como se vê, obviamente tinha que ser contida à prova de bala

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Enquanto isso há duas semanas, na marcha do Rio, não só ninguém apanhou como todo mundo pôde se manifestar com bom humor, numa boa...

 

CAROS POLÍCIAS, CARO GOVERNADOR, CAROS CONSERVADORES MALAS, FICA A DICA:

 

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9 Comentários

  1. Felizmente ou infelizmente a história tem que ser escrita e para isso deve acontecer confrontos.

  2. admin
    24/05/2011

    Que beleza de alto nível de debate, nem sei apago ou deixo… manera aí pessoal…
    Abs, Lino

  3. Alex Ditcher
    23/05/2011

    Li no post a comparação entre a passeata no Rio e aqui em SP. Além de dar graças a Deus de ter nascido em Sampa, o que é mais legal de morar em São Paulo, aqui o PT nao ganha eleição NUNCA, nem pra sindico de prédio. Aliás muito menos pra síndico, pra não levar ladrão pra dentro de casa.

  4. Helio
    23/05/2011

    Ugo seu drogado de merda, enfia o baseado no rabo que é seu cinzeiro favorito, bichona arrombada, hahahahaa.

  5. ugo
    23/05/2011

    Helio,

    vai tomar no cu.

    Sem mais,
    Ugo

  6. Helio
    23/05/2011

    Dsece o cacete nesses vagabundos. Deviam ficar atentos a roubalheira do PT ao descaso com educação, kit gay nas escolas, ao ladrão do Pallocci, Erenice e ao retorno do Delúbio.

  7. […] Lino Bocchini no Desculpe A Nossa Falha […]

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