Darth Otavinho
29 Maio 2011

O número exato de pessoas que passaram ontem pela Marcha da Liberdade, em São Paulo, definitivamente, não é o mais importante. O recado contra a caretice geral paulistana, contra a violência policial e a favor de um mundo mais justo, relaxado e divertido pra todos, além da incrível demonstração de que as redes sociais podem ir pra rua, realmente são mais importantes do que quantos mil foram lá. Mas ver Globo, Folha e afins falando em só mil participantes é dose. A fAlha reedita então a iniciativa que já teve no Churrascão da Gente Diferenciada, ou seja, apurar um número mais real de participantes do que o chute da PM. Porque pelo menos 12 mil pessoas passaram ontem pela marcha:

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Essa foto do Estadão não consegiu pegar a marcha toda (repare que corta na esquerda): mil pessoas?

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1)      A Marcha foi composta de vários momentos. Teve muita gente que só apareceu no Masp e depois foi embora. Outros tantos iam se despegando rumo às suas casas nas estações de metrô da Paulista e ao longo da descida da Consolação. Por outro lado, muita gente ´nova´ foi chegando ao longo de toda tarde. O evento todo, digamos, foi das 13h30 as 19h, e aconteceu em diversos pontos.

2)      Logo no começo, a Polícia Militar falou em 4 mil pessoas. Repito o trecho da reportagem do UOL que traz o número (que também saiu em outros sites): ´Neste momento, participam da marcha cerca de 4.000 pessoas, segundo cálculo inicial da PM. Na concentração no vão livre do Masp, que começou ao meio-dia de hoje, eram cerca de mil´

3)      Agora usando minha experiência e a de outros jornalistas com quem conversei e que também têm larga experiência pessoal em coberturas (e até organização de manifestações): o número real é sempre, NO MÍNIMO, o dobro da avaliação da PM, que nunca leva em conta a renovação de público e não usa nenhum critério científico.

4)      Nesse caso específico, a avaliação da PM estava especialmente furada, talvez por serem eles um dos alvos da marcha. Como a polícia falou em 4 mil pessoas (e depois misteriosamente baixou pra mil), uma estimativa conservadora chegaria a 8 mil participantes.

5)      Como no Brasil só foi feita amostragem científica de público nas Diretas JÁ e nunca mais (quando eram feitas fotos aéreas, cálculo de pessoas por metro quadrado,renovação de público X duração do evento etc), então qualquer a estimativa da PM sempre é CHUTE PURO. E nesse caso um chute dado com uma má-vontade tão absurda que eles nem tiveram vergonha de falar em 4 mil pessoas e depois baixar pra mil sem nenhuma explicação.

Sendo assim, confio muito mais no meu palpite e no dos meus colegas do que nos da PM. E esses palpites giram entre 10 a 15 mil pessoas que passaram pela marcha. Sendo assim, a fAlha acredita que o público da Marcha da Liberdade era de 12 mil pessoas.

O bloco de pessoas era compacto do Masp até a República, com renovação constante de público

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Essa outra fotodo Estadão mostra como o público era significativo até o final da Consolação

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  1. in penombra, solo per vedere la luce del giorno in processioni in costume o in palline fantasia, mentre molti degli ornamenti che li accompagnano hanno trovato la loro strada nelle vetrine dei musei o nei musei. Solo nei villaggi i dettagli del vestito sono ancora rigidamente controllati come sempre e non mostrano ancora alcun segno di degenerazione. Ogni villaggio, formando, come fa, una piccola colonia da solo, ed essendo isolato da tutte le influenze esterne, è in grado di mantenere le sue caratteristiche in un modo impossibile per la città. Nessuna etichetta è così rigida come l’

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  5. 04/06/2011

    Eu acredito em mais de mil pessoas.

  6. Marcos Müller
    03/06/2011

    Excelente texto, parabéns! Eu também li no conversa afiada, do Paulo Henrique Amorim um posicionamento muito bom sobre a Marcha: http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2011/05/28/marcha-da-maconha-kit-gay-e-palocci-sao-os-valores-presidenta/

    Interessante (e às vezes engraçado pela ironia) o posicionamento.

  7. Ricardo
    31/05/2011

    Acho que não tinha tinha mais de mil pessoas, afinal é difícil mesmo numa cidade grande como Sampa ter muita gente sem o que fazer pra ir numa marcha em defesa de drogas e drogados. Os organizadores deveriam ter feito na cracolandia aproveitando o publico alvo local.

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