Darth Otavinho
12 Fevereiro 2013
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Não, os blocos de Carnaval não “pegaram de vez” em São Paulo. Eles simplesmente deixaram de ser proibidos. Vontade de se divertir nas ruas durante o carnaval o povo que mora aqui sempre teve. Só que não podia. Na gestão Serra-Kassab, menos de 10 blocos eram autorizados a ocupar as vias. O Acadêmicos do Baixo Augusta, por exemplo, chegou a “sair” num estacionamento (?!) ano passado, e organizadores… de vários blocos foram parar na delegacia ao desafiar a proibição e a falta de bom senso das gestões demo-tucanas. Em resumo, um mar de burocracia, corrupção e caretice impedia que blocos de rua… saíssem pra rua. Parece piada, mas era isso mesmo.
Agora a história é outra. Antes do carnaval deste ano, o novo secretário da Cultura Juca Ferreira, se reuniu com o pessoal dos blocos e liberou a saída de todos. Um dos bairros mais privilegiados, aliás, foi a Vila Madalena do Dimenstein, que criticou abertamente a “importação de um baiano” para a pasta da Cultura. Impulsionados pela nova mentalidade do poder público municipal, dezenas de blocos pipocaram pela cidade, e o povo tá correspondendo em peso.
Ainda tem algum problema de limpeza, trânsito, organização etc? Tem, claro. São Paulo está desacostumada com esse “excesso de liberdade”. São 458 anos e só agora floresce a cultura dos blocos paulistanos. A título de comparação, no Rio de Janeiro quase 600 blocos estão oficialmente autorizados pela Prefeitura a sair pelas ruas. Por aqui, CET, subprefeitos, GCM, população, organizadores e foliões  vão, pouco a pouco, se acostumar a viver numa metrópole que ocupa os espaços públicos. É fácil ver a delícia que é viver numa cidade em que  população dança, bebe, beija na boca e se diverte nas ruas. E isso tudo é um direito nosso, e não um favor da Prefeitura. O Carnaval acaba amanhã mas, por favor, não vamos sair das ruas nunca mais.
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[Na foto, o bloco dos Esfarrapados, no Bixiga, segunda agora. Crédito: Flickr/Fora do Eixo]

3 Comentários

  1. 26/02/2016

    Vocea e9 uma amiga que amo muito. E admiro o seu jeito super esepaicl. Tata vocea e9 linda, meiga, simpe1tica e super me3e do Gabriel Pascoli. Um beijo enorme da sua querida fe3 e amiga que te ama, Vale9ria (Val)

  2. rubens machioni
    14/02/2013

    Li a matéria em questão com muita atenção. O que ocorre, também, é a grande diferença de tratamento do Poder constituído ao distribuir a verba do carnaval: para as escolas de samba, milhões; para os blocos ( ditos legalizados ), migalhas.Esperamos que a nova gestão olhe, também, com carinho para os lbocos de rua, pois estes espelham o verdadeiro carnaval de rua onde o povo ( folião ) pode comparecer para se divertir da forma que melhor lhe convier: com fantasia de luxo ou simples fantasia ou mesmo, sem nenhuma fantasia. O importante é que o governo dê mais condições ( financeiras e infra estrutura), para que cada bloco possa receber seu folião com segurança.O carnaval de nosso bloco ( esfarrapado ), o mais antigo de São Paulo, ao menos em nossa gestão é gratuito, ou seja, nada se cobra pelo oferecimento do ” abadá ” ( expressão que mais se afina com o carnaval Baiano) e ainda premiamos as fantasias escolhidas por aclmação popular, graças a ajuda de alguns amigos que completam a verba recebida do Poder Público. Maravilhosamente neste anto de 2013, proporcionamos a quase 10 mil pessoas o direito natural de brincar o carnaval.Um abraço.
    Rubens Machioni, presidente do Bloco Esfarrapado do Bixiga.

  3. Lucila
    13/02/2013

    Realmente, tentei o bloco da Vila Madalena este ano e foi um fiasco, só moçada bebendo muito e nada de bloco de verdade.

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