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Por Lino Ito Bocchini (texto) e Mário Ito Bocchini (cartaz)
Pra não dizer que eu não tive nenhuma esperança no dia em que Obama foi eleito, uma coisa me alegrou: o fato dele ser negro. Milhões de crianças mundo afora verem o cara mais poderoso do planeta com uma cor de pele escura parecida com a sua, ajuda. Faz toda a diferença na expectativa que esses guris e gurias terão para suas vidas. Preto não é mais só bandido, assalariado mal pago ou no máximo artista ou atleta, como o pai e a mãe dele ouviram e viram, pelo menos na TV, a vida toda.
Mas infelizmente — mesmo– para todo o planeta, o que Obama trouxe de bom não foi além de sua epiderme. Os Estados Unidos continuam pregando os mesmos princípios de merda de sempre, cagando as mesmas regras de sempre e fudendo a tudo e a todos sem piedade — como sempre. Claro que eu não imaginava que o governo Obama seria revolucionário, que fecharia bases militares, acabaria com guerras, defenderia um capitalismo (um pouquinho só) mais humano, geração de energia mais limpa, uma vida com menos carros, hambúrgueres e injustiça. Mas nem Guantánamo ele fechou, porra! Não fez NADA. Como ter a fucking “hope”??
Gringos ainda vêm passar o chapéu (?!)
E olha que beleza o objetivo da vinda de Obama ao Brasil, segundo a própria Casa Branca: “a viagem é fundamentalmente a respeito da recuperação econômica e exportações americanas”. Ah, jura? Que dureza, vou mandar já uma nota de R$ 2 pro consulado, temos que dar uma mão pros caras. Tinha certeza que o homem vinha colaborar, pensar com Dilma e a sociedade brasileira como o mundo pode sair do buraco, ou pelo menos como o Brasil e os EUA podem ser lugares melhores para se viver. E o louco é que agora a gringada quer meio milhão de pessoas aplaudindo Barack lá na Cinelândia, se estapeando pelas bananas que ele vai jogar aos macaquitos aqui do terceiro mundo lá do alto do púlpito. Faça-me o favor! Sou mais o Sérgio Cabral: “Um milhão? Tudo isso de gente, só para o Roberto Carlos”.
Não desejo que ninguém tente matar o cara, mas adoraria ver e ouvir uma vaia muito alta por onde Obama passasse. Ele merece, e muito. Faz uma besteira atrás da outra, como TODOS os seus antecessores. Enfim, os Estados Unidos e seus presidentes continuam os mesmos na essência, com leves variações ideológicas ou de tom de pele: toscos, arrogantes e com um empenho inigualável para tornar o mundo pior. No que depender de mim, não são bem vindos.




Caro Souza Aranha, não concordo com o que você disse, mas tudo bem, democracia é isso, não sou como a Folha, deixo todo mundo falar. Agora… perguntar porque eu não me preocupo com os problemas do meu país é surreal. Sugiro você olhar melhor esse site. TODOS os posts (inclusive esse, de certa forma) tratam do Brasil… Abs
Esse foi um dos textos mais infantis e sem embasamento que já li. Texto preconceituoso enrustido e claramente desinformado.
Nem vou tocar nas partes de preconceito racial e com o próprio Brasil. Mas é evidente o quanto você não acompanha as ações diárias do Presidente Obama. A reforma do sistema de crédito no país; regulação do sistema financeiro; a reforma do sistema de saúde no país; a clara mudança na postura das guerras em que o país já estava envolvido; a campanha da Primeira Dama Michelle Obama contra a obesidade infantil, pregando um estilo de vida saudável; todos os esforços de Obama para colocar não só o país mas o mundo em um caminho de geração de energia limpa; Fora as batalhas diárias contra a resistência Republicana nos EUA.
Então caro Lino, dizer que Obama não fez nada por um mundo melhor beira a loucura. E como o Ivo comentou, porque você não se preocupa com os problemas do Brasil? E que tal deifnir os problemas, e procurar soluções? Revolta por revolta é legal pra sua popularidade entre adolescentes e pós-adolescentes, mas não da em nada de positivo pro mundo.
Essa “Falha” já era risível na época das eleições, mas agora parece que descambou completamente para o protesto de sentimento, aquele que os bebês fazem quando querem chamar atenção.
Se com o bush foi a tragedia,com obama é oba-oba, imagine
quando for a perua jeca do alaska, sarah palin
de fato: quanta demonstração de racismo… aproveitaram que o cara é norte-americano pra disfarçar discriminação/ódio em antiamericanismo. Sejam pelo menos honestos… Lino, penso que você deveria ser um pouquinho mais educado e não apelar tanto ao linguajar desbocado… parece que você não sabe se expressar de outro jeito… que coisa.
Até quando quem criticar os EUA vai ser acusado de ser antiquado, militante do PSTU, atrasado, pró-Irã etc etc?… Olha, trabalhei no mercado minha vida toda, usei jeans, falei inglês e comi hambúrguer a minha vida toda… e mesmo assim sempre achei a ideologia americana uma bosta, e acho que o american way of life baseado no consumo extremo está levando o planeta pro buraco. Isso é ser incoerente? Não acho. E esse maniqueísmo de parte a parte já deu no saco anyway… (gostaram do anglicismo no final?)
presidente americano, quando não faz na entrada, faz na saída…
Acho que vcs se superaram desta vez. Nunca li tanta bobagem e grosserias e pitadas racistas, além das habituais idiotices antiamericanas. Se todos os ex presidentes americanos fizeram tanta besteira porque são a maior potencia economica do planeta? Obra de satanás?
Enquanto a Beyonce está se branqueando e ficando loira externamente, o Obama está branqueando moralmente, sedendo de sangue como toda a sociedade americana.
Não, Lino, você não precisa ser índio nem falar tupi. Mesmo porque os índios falam português e já se adaptaram aos costumes dos não índios e até bebem Coca-Cola. A questão é que estou de saco cheio dos protestos de sempre, nossa vitimização. Se querem mesmo protestar, que tal ir pra rua e pedir punição aos torturadores da ditadura brasileira, em vez de gritar “fora Mubarack, fora Obama”? O risível disso é que muitas vezes o sujeito nem sabe pelo que protesta, desconhece história brasileira – nem sabe que houve uma ditadura! -, mas vai no embalo de qualquer manifestação que diga respeito a outro país. Parece que virou moda protestar. No entanto, não vi essa mesma atitude com o ditador iraniano e seu sorrisinho medonho. A gente nem percebe que, pela primeira vez, foi um presidente dos EUA que veio primeiro até nós, e não o contrário, quando não perdíamos tempo em ir de pires na mão ao “dono do mundo.” Também não é porque o cara veio ao Brasil que isso significa sermos servis e “macaquitos”, como diz você. Só espero que a nossa presidenta não seja achincalhada do maneira parecida, quando for a vez dela de visitar os EUA.
Só faltou [no texto] copiar as falas dos militantes do PSTU e acusar o Obama de vir para roubar nosso petróleo [do pré-sal].
De resto, tá no mesmo naipe. Os clichês de sempre: EUA fodem o mundo, os carros [coisa de americano] fodem o planeta, Hamburgeres fodem a saúde, o capitalismo fode os fracos e oprimidos…
Vito, o que tem a ver uma coisa com a outra? Pra criticar os EUA tenho que ser um índio e falar tupi?…
eu gostaria de saber se os que hoje criticam Obama são os mesmos que festejaram sua candidatura. Lino, pergunta: você tem carro? Se tem, vai abrir mão? Usa calça jeans, fala Inglês, toma Coca-Cola, come hamburger, vê filmes de Hollywood etc.etc.?
Só espero que o distinto não envergonhe a raça.
e o “cara” não devolveu o nobel da paz! que vergonha hein?
reinaldo carletti